A Secretaria de Educação e o(a) Professor(a): dois pontos de vista!

“que, segundo a Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) (2), uma boa parte dos alunos do Ensino Fundamental 1 das escolas municipais públicas de Goiás apresentam deficiência em português (leitura e interpretação) e matemática (resolução de problemas).”

Por Brigadeiro Bragança

Há poucos dias, encontrei nas redes sociais assertivas contraditórias sobre a avaliação do processo educacional. Dois pontos de vista distintos que, com certeza, refletem percepções diferentes; e, mesmo, valores diferentes.

Um professor de uma de nossas cidades goianas publicou o seguinte: “Profissionais sem motivação – Qualidade não existe na educação. Buscamos o que tentam nos tirar, O RESPEITO PELA VALORIZAÇÃO!!”. Bem, por certo o professor expressa sua indignação com o diálogo existente entre a Secretaria de Educação e o corpo docente; pois, ele complementa sua argumentação, afirmando que a “Educação escolar é sensível e firme, como a convicção do professor e a pureza da criança. Sua tão difundida busca da qualidade tem via de mão dupla, com a aspiração do estudante e a motivação do professor… […] Os dias são difíceis, e se os gestores públicos dificultarem mais ainda o trabalho do docente, tais ações só retardam a recuperação do já prejudicado estudante.”.

Ora, muito preocupante! Não sei os motivos exatos da indignação; mas, como militar (servidor público), posso afirmar que a carreira do servir deve se pautar em quatro alicerces: 1- respeito ao direito adquirido; 2- plano de carreira; 3- participação nas estruturas administrativas, ocupando cargos de chefia e direção; e 4- a garantia da aposentadoria, como reconhecimento de uma vida dedicada ao servir.

E é por isso que podemos fazer mais, podemos prosperar mais!

E na contradição do tema, no mesmo momento, postagem da Secretaria de Educação, citando a consultoria Macroplan (a qual conheço e acompanho a seriedade dos trabalhos), registra a posição do município entre os cem melhores do Brasil.

Bem, desculpe-me por ser direto, mas a consultoria Macroplan[1] não analisa os cem melhores; e, sim, os cem maiores. “O estudo Desafios da Gestão Municipal (DGM) apresenta uma análise da evolução recente das 100 maiores cidades brasileiras, que representam metade do PIB brasileiro, com base no IDGM, indicador sintético que reúne 15 indicadores em quatro áreas essenciais para a qualidade de vida da população: i) educação, ii) saúde, iii) segurança e iv) saneamento e sustentabilidade.”.

E é claro que em Goiás há municípios menores, os quais têm indicadores melhores!


Leia também: O meu VOTO… a minha SOBERANIA!


A postagem da Secretaria de Educação ainda cita, repostado do gestor municipal, que a “Educação deve ser prioridade em qualquer gestão e ser reconhecido por isso nos mostra que estamos no caminho certo. Isso é investir no futuro, é cuidar das pessoas.”.

Por certo, qualquer conquista deve ser comemorada, mas ainda falta muito para uma comemoração efetiva; pois, nas cidades goianas, ainda se registra:

– estar longe da meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece atender com matrícula em creche, até 2024, metade das crianças de 0 a 3 anos;

– estar longe da meta do PNE, que estabelece que a pré-escola para crianças de 4 a 5 anos deveria ter sido universalizada em 2016; e

– que, segundo a Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA)[2], uma boa parte dos alunos do Ensino Fundamental 1 das escolas municipais públicas de Goiás apresentam deficiência em português (leitura e interpretação) e matemática (resolução de problemas).

E você, o que pensa sobre o tema?

Como está o ensino na rede municipal pública de sua cidade?

Acesse… pesquise… opine…

https://www.qedu.org.br/estado/109-goias/proficiencia

E é por isso que podemos fazer mais, podemos prosperar mais!

E, na complexidade do tema, além da necessidade de valorizar-se o professor, ainda cabe discutir a falta de infraestrutura nas unidades escolares, tais como: esgoto tratado, sala para leitura, biblioteca, laboratório de ciências, equipamentos e acessibilidade. Com certeza, áreas de investimento que poderiam tornar a escola mais atrativa e, consequentemente, melhorar os resultados do processo educacional.

É um caminho? Então, fica o desafio para você, leitor, pensar!

E, ainda, cabe checar, entre os 246 municípios goianos, como está a sua cidade!

Pesquise, acesse o Instituto Mauro Borges (IMB)[3] em:

https://www.imb.go.gov.br/files/docs/publicacoes/idm/idm2018.pdf

Por oportuno, cabe relembrar a vocação municipal para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental 1, de acordo com as orientações estaduais contidas no item 2.11 do Plano Estadual de Educação de Goiás 2015-2025[4], conforme se seguem: “estabelecer mecanismos e regime de cooperação o e colaboração com os municípios no estudo da demanda e oferta de matrículas nessa etapa da Educação Básica, garantindo a municipalização dos anos iniciais, de forma gradativa, até o fim da vigência deste Plano, e estadualizar o Ensino Fundamental do 6 ̊ ao 9 ̊ ano.”.

Bem! E é por isso que podemos fazer mais, podemos prosperar mais!

Ah! E neste caminho educacional, parabéns à Universidade Evangélica de Goiás[5]!


[1] https://desafiosdosmunicipios.com.br/odgm.php

[2] https://www.qedu.org.br/estado/109-goias/proficiencia

[3] https://www.imb.go.gov.br/files/docs/publicacoes/idm/idm2018.pdf

[4] https://site.educacao.go.gov.br/leis-do-plano-de-educacao/

[5] https://portalcontexto.com/unievangelica-transforma-se-oficialmente-em-universidade/

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