Maio Amarelo: a segurança viária e a mobilização da sociedade

“E encerrando o Maio Amarelo, neste 31, é preciso alertar a todos os cidadãos sobre a grandeza dos números negativos, que impactam a nossa sociedade, e a necessidade de criar-se uma consciência coletiva sobre o que poderíamos chamar de Pandemia do Trânsito!”

Por Brigadeiro Bragança

“O movimento Maio Amarelo é um movimento internacional de conscientização para redução de acidentes de trânsito. O objetivo é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil com a intenção de se colocar em pauta o tema segurança viária e de mobilizar em torno dessa luta toda a sociedade […].”[1]

Como já tive a oportunidade de registrar em outro artigo publicado em abril, entre os diversos direitos sociais enumerados pela Constituição Federal de 1988 encontra-se a segurança, a qual engloba os vários aspectos da ordem pública e a garantia à segurança viária. E neste contexto, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB)[2] registra que o trânsito em condições seguras é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito (SNT), que darão prioridade em suas ações à defesa da vida (art. 1º,§ 2º e §5º).

E o comportamento do motorista, do pedestre, dos gestores públicos e de toda a sociedade são, com certeza, fatores preponderantes para uma desejada paz no trânsito!

E é por isso que podemos fazer mais, podemos prosperar mais!

A conscientização do motorista é fundamental, como explica o professor David Duarte, presidente do Instituto de Segurança no Trânsito (IST), de Brasília (DF); registrando “que a tecnologia pode se tornar um dos maiores aliados da humanidade na missão de reduzir os acidentes e as fatalidades no trânsito. Mas a consciência, o respeito, a atenção e as ações humanas continuarão tendo um papel fundamental nesse caminho.”[3]

E encerrando o Maio Amarelo, neste 31, é preciso alertar a todos os cidadãos sobre a grandeza dos números negativos, que impactam a nossa sociedade, e a necessidade de criar-se uma consciência coletiva sobre o que poderíamos chamar de Pandemia do Trânsito! Pois, ao trazer luz ao tema, não se pode deixar de registrar que este grande desafio chamado trânsito é uma questão de saúde pública!

E é por isso que precisamos fazer mais, precisamos prosperar mais!

E sobre a nossa realidade viária, o Relatório Anual da Seguradora Líder-DPVAT de 2020[4] registrou, no Brasil, 33.530 indenizações por morte, 210.042 indenizações por invalidez permanente e 67.138 indenizações por despesas médicas; somando-se 310.710 indenizações.

No nosso Estado de Goiás, foram 18.116 indenizações distribuídas da seguinte forma:

– 1.490 indenizações por morte; 12.626 indenizações por invalidez permanente e 4.000 indenizações por despesas médicas. Ou, em outra grandeza de distribuição:

– 10.269 indenizações a motoristas; 2.081 indenizações a passageiros e 5.766 indenizações a pedestres.

E os números são, com certeza, preocupantes!

E como escreveu o meu amigo Vander Lúcio do Jornal CONTEXTO[5] “o maio acabou, mas o alerta não! Paz no trânsito é para todos os dias!”.

E é por isso que podemos fazer mais, podemos prosperar mais!


[1]https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/noticias-denatran/maio-amarelo-2021

[2] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503Compilado.htm

[3] http://patrocinados.estadao.com.br/arteris/novas-tecnologias-continuarao-exigindo-atencao-humana-para-reduzir-acidentes-nas-rodovias/

[4] https://www.seguradoralider.com.br/Centro-de-Dados-e-Estatisticas/Relatorio-Anual

[5] https://portalcontexto.com/prevencao-sempre/

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