Carros e vinhos duas paixões: Chevrolet Bel Air, conforto qualidade e beleza em um só carro

Chevrolet Bel Air, 1951 - lindo exemplar dos pertencente aos amigos Wellington Cândido Costa e Rafael Cândido Costa

“Caros amigos, meu intuito esta semana foi apresentar a todos mais um belo veículo, cuja valorização é indiscutível”.

Por Gerson Scharnik

Chevrolet Bel Air foi um carro de tamanho grande, produzido pela Chevrolet para os modelos dos anos de 1950-1981. Inicialmente, apenas os hardtops de duas portas na linha de modelos da Chevrolet, de 1950 a 1952, foram designados Bel Air, distintos dos modelos Styleline e Fleetline. Com o modelo do ano de 1953, o nome Bel Air foi alterado de uma designação para uma forma única de carroceria e para um nível superior de acabamento aplicado em vários estilos da carroceria. O Bel Air continuou com várias outras designações de nível de acabamento até a produção dos EUA cessar em 1975. Vou descrever neste artigo os modelos da primeira geração, que foram fabricados de 1950 a 1954; e, na minha opinião, os mais charmosos.

Em 1950, a Chevrolet surgiu com um estilo revolucionário que estabeleceria um padrão por décadas. O Bel Air Hardtop foi desenhado como um conversível com um teto sólido não destacável. Esta ideia recém-revisada, varrendo a linha GM de Chevrolet para Cadillac, finalmente encontrou sua era. O primeiro ano de produção atingiu apenas 76.662, uma vez que os compradores testaram cautelosamente o conceito. O carro custava US$1.741 e pesava 1.500kg. A suspensão dianteira independente, denominada “ação do joelho” (knee-action), motor seis cilindros em linha, cambio manual de três velocidades e automático de duas velocidades.

O chassi e as partes mecânicas eram comuns com o resto da linha de automóveis de passageiros, sendo a aparência geral a mesma, exceto que a linha do teto era menor e a única janela traseira de três peças dava uma maior e mais equilibrada visão. Os primeiros Belairs só estavam disponíveis com o nível de acabamento e a especificação “De Luxe” premium.[1]

Tive duas oportunidades de contato com este belo automóvel, ambos do ano de 1951. Um deles pertenceu ao meu pai, era nas cores amarelo e preto. Eu devia ter cerca de sete anos, mas a lembrança do conforto e beleza ainda está viva em minha memória.  Em 1998, adquiri o meu Bel Air, na cor azul… um belo exemplar e que ficou sobre minha guarda por cinco anos. Fiz muitos passeios com ele; e o chamávamos carinhosamente de “nave”. Sinto ter vendido, embora tenha feito um ótimo negócio, a valorização desses veículos foi imensa nos últimos anos.


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Para representar o carinho dos proprietários destes veículos da primeira geração de Belairs,  conversei com o amigo Rafael Cândido Costa, membro da APCAR[2] e sobrinho do proprietário de um Bel Air 1951,  Wellington Cândido Costa, que nos contou a história da aquisição do automóvel:

comprei este veículo há 23 anos para presentear meu pai. Fiz toda a restauração  dele; porém, antes do término da restauração, meu pai teve inúmeros problemas de saúde e veio a óbito, não chegando a ver o carro pronto. Meu sobrinho nasceu e hoje é ele quem cuida e dá amor ao veículo. Toda a minha família é apaixonada por carros antigos e procuramos manter este exemplar entre nós”.

É meu caro amigo Rafael, a missão é de grande responsabilidade. E, por óbvio, pelo valor sentimental que este veículo representa para seu tio.

Wellington e Rafael (tio e sobrinho) . A paixão pelos antigos unindo gerações!!!

Caros amigos, meu intuito esta semana foi apresentar a todos mais um belo veículo, cuja valorização é indiscutível. Então, para aqueles que têm interesse  em adquirir um antigo, vale a pena pesquisar sobre estes Chevrolets Bel Air da primeira e segunda geração[3]. Além do prazer indescritível de dirigir um, a aquisição é um grande investimento.

Nesta semana acabei tornando muito fácil a tarefa do amigo Nori, que tem a responsabilidade de harmonizar este veículo a um vinho que atenda às expectativas dos leitores e colecionadores do Bel Air.  Então, não perca o artigo da próxima semana “Vinhos e Carros, duas paixões”.

“ A todos os leitores uma ótima semana. Aguardo também a sua historia de paixão com os antigos para contar em meus artigos”.

Curiosidades:

  1. Os modelos de 55, 56, e principalmente de 57, são os carros americanos mais relembrados; os exemplos bem mantidos (especialmente cupês e conversíveis) são muito procurados por entusiastas. 
  2. O Bel Air também ganhou uma nova versão em 1958 (como jogada de marketing), o Impala[4],  disponível apenas como cupê e conversível na sua introdução.
  3. Em 2002, um Bel Air conceito conversível foi exibido na North American International Auto Show. Ele possuía muitos recursos de design dos modelos de 1955–57, e lanternas traseiras muito similares às do Ford Thunderbird. No entanto, a General Motors não mostrou nenhum interesse em produzir tal carro.

[1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Chevrolet_Bel_Air – Primeira_geração_(1950–1954)

[2] http://www.apcar.com.br

[3] https://pt.wikipedia.org/wiki/Chevrolet_Bel_Air – Segunda_geração_(1955–1957)

[4] https://pt.wikipedia.org/wiki/Chevrolet_Impala

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