A “pachecada” do Pacheco

“A hipocrisia nesse país é nível hard, somos enganados na cara dura, todos os dias. Um conselho aos leitores, não acreditem em porcaria nenhuma que nenhum político diz, ele não tem domínio nenhum do que está falando, são todos burros e a burrice é irmã da maldade. É possível acreditar em alguma palavra que saia da boca de um mentiroso? Com um relator como Renan Calheiros essa CPI será só mais uma, não vai servir a outro propósito que não seja arma para desmoralização dos inimigos políticos do Renanzinho e sua tchurma.”

Por Tiago Augusto

A hipocrisia dos donos do poder segue a todo vapor, o brasileiro tem uma macabra inclinação ao masoquismo psicológico. Entra ano e sai ano, e os astutos do jogo político se lambuzam da ignorância pública para transformar a mente do povão em uma grande tela azul.

Por aqui têm-se a falsa impressão de o sujeito astuto ser inteligente, chega a ser louvado como um gênio, quando na verdade astúcia é se fazer de inteligente para impressionar os outros. O povão está cansado de tanta hipocrisia de tipinhos como os 11 ministros do STF ou de toda a classe política, esse pessoal que promete Bife Ancho e entrega coxão duro. Seu Zé do Churrasquinho não aguenta mais correr atrás do rabo, essa é a impressão que dá, a classe política, jurídica e jornalística fica tal qual dono do cachorro olhando e dando rizada enquanto o “tiu” se mata correndo atrás do rabo igual um imbecil.

A bola da vez foi o excelentíssimo senhor presidente do senado, Rodrigo Pacheco com a cara lavada e sem nenhuma vergonha dizer que não aceitaria a decisão do proferida pela 2ª Vara Cível da Justiça Federal de Brasília proibindo que o coroné Renan Calheiros – a.k.a. Atleta/Justiça na lista da Odebrecht – fosse relator da palhaçada chamada CPI do COVID, porque “a preservação da competência do Senado é essencial ao estado de direito. A Constituição impõe a observância da harmonia e independência entre os poderes”. Pacheco desenterrou Renan Calheiros das catacumbas da política, ninguém mais se lembrava do homem, talvez esse tenha sido o erro, deixaram Renan “gostar do jogo” de novo.


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Bem, talvez Pacheco não se lembre mas é bom recordar que no dia 17 de fevereiro o judiciário brasileiro, na figura do Alexandre (I)Moraes, inconstitucionalmente mandou prender o deputado federal Daniel Silveira por um vídeo postado na internet. A decisão afronta diretamente o artigo 53 da Constituição Federal: “Deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”, e foi acatada servilmente pelo parlamento.

Voltando um pouco mais no tempo – já que nosso povo tem memória curta – em 2016 assistimos a uma situação parecidíssima como o mesmo personagem central, José Renan Vasconcelos Calheiros – presidente do Senado na época – se recusou a aceitar uma decisão liminar do ministro do STF Marco Aurélio Mello que o afastava do cargo por não ser possível um réu por corrupção continuar presidindo a Câmara ou o Senado, por estar na linha sucessória da Presidência da República. O Atleta simplesmente CAGOU para o STF e continuou no cargo.

Certamente o atual presidente da casa, Rodrigo Pacheco recebeu uma visitinha ou ligação, e o experiente Renan deve ter dito: “Manda uma banana para esse juiz, eu já fiz isso, acredite, não dá nada!”.

A hipocrisia nesse país é nível hard, somos enganados na cara dura, todos os dias. Um conselho aos leitores, não acreditem em porcaria nenhuma que nenhum político diz, ele não tem domínio nenhum do que está falando, são todos burros e a burrice é irmã da maldade. É possível acreditar em alguma palavra que saia da boca de um mentiroso? Com um relator como Renan Calheiros essa CPI será só mais uma, não vai servir a outro propósito que não seja arma para desmoralização dos inimigos políticos do Renanzinho e sua tchurma.

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