Vinhos e carros, duas paixões! Harmonizando com… “se o meu fusca falasse…“

“E, voltando ao nosso Fusca, muitos de nós começamos com o Fusquinha, um carro de baixa potência; depois de algum tempo passamos para o Fusca ou Fuscão (potência e robustez). Portanto, comece pelos vinhos de baixo teor de álcool, com 12% ou 12,5% (menos corpo, menos “potência”).”

Olá amigos! É um prazer estar aqui falando de dois temas muito apaixonantes; e vou procurar uma linguagem simples e descontraída.

Confesso que tenho duas paixões na vida: carros e vinhos!

Correção: são três paixões, porque antes dos carros e vinhos é claro que tem a minha esposa (espero que ela possa ver essa declaração de amor que acabei de fazer pra ela..) **

Mas antes, preciso me apresentar: sou o Norivaldo de Azevedo Filho, mais conhecido pelos amigos e clientes como Nori. Ah! E sou Sommelier!

Feita a devida apresentação, volto ao nosso tema. Como mencionei, são duas paixões: carros e vinhos. Os carros sempre foram o maior desejo de todo garoto, porque esperávamos ansiosamente pelos 18 anos para tirar a habilitação e sair dirigindo. Quando li o artigo publicado pelo nosso parceiro Gerson Scharnik, confesso que fiz uma viagem à minha infância e depois à minha fase adulta, lembrando de cada Fusquinha, Fusca e Fuscão que meus pais e eu tivemos na vida. Era o máximo ter um Fusca, principalmente com as rodas cromadas, bancos altos reclináveis, volante esportivo e toca fitas com amplificador Tojo encaixados em uma gaveta – conjunto que carregávamos na mão, quando parados em algum point, exibindo como um troféu para os amigos e se por perto estivessem algumas “minas”… era de arrasar!!!

Imagino que agora muitos de vocês viajaram comigo!


Leia também: Carros e vinhos duas paixões: Se o meu Fusca falasse…


Mas hoje, como adultos e profissionais, todos vivemos as nossas realidades e, para mim particularmente, os vinhos são minha vida; e por este motivo é que esta relação carros e vinhos, há alguns anos, inverteu a ordem para vinhos e carros.

Talvez seja um pouco difícil compreender esta paixão, mas eu posso dizer que, como os carros (depois que conhecemos e aprendemos a usá-los nos mais diversos momentos: lazer, família, namoros, negócios etc.), os vinhos têm uma relação muito abrangente; isto porque um encontro, uma reunião em família, um momento de lazer, uma rodada de negócios… podem ser regados com deliciosas taças de vinhos. Depois que permitimos que esta bebida dos deuses passe a fazer parte da nossa vida, é um caminho sem volta, pois vamos sempre buscar conhecer algo novo e diferente.

Mas você deve estar querendo perguntar: Nori, como eu começo? O que comprar? O que escolher? Existem diferenças entre os vinhos?

Eu digo que seriam muitas perguntas para respondermos neste primeiro texto e, é por isso, que vocês nos acompanharão nos próximos encontros para receberem mais informações. Mas a dica de hoje é a seguinte: comece pelo básico. Pode parecer obvio, mas não é. O problema é a dificuldade que o consumidor não habituado pode ter em reconhecer e saber escolher o vinho certo. A orientação mais simples é a de que o vinho básico é semelhante ao nosso Fusca: de grande escala de produção (volume), não precisa passar por muitos afinamentos (agilidade na produção) e economia de escala (menor custo). Ou seja, de uma forma bem simples: maior volume, menor preço.

Outra dica valiosa é fazer a escolha de vinhos menos potentes. E, voltando ao nosso Fusca, muitos de nós começamos com o Fusquinha, um carro de baixa potência; depois de algum tempo passamos para o Fusca ou Fuscão (potência e robustez). Portanto, comece pelos vinhos de baixo teor de álcool, com 12% ou 12,5% (menos corpo, menos “potência”). Vinhos a partir de 13% passam a ser mais encorpados e a acima deste percentual mais robustos (mais corpo, mais “potência”).

Acredito que outra pergunta que alguns gostariam de fazer é sobre o padrão de qualidade do vinho básico.

Para esclarecer, vou usar o jargão que existe no Mundo dos Vinhos: “os vinhos mais caros são os melhores”. A questão é: melhor para quem?

Com certeza, para quem é um apreciador com regularidade; isto porque a habitualidade desenvolve paladar mais apurado, facilitando diferenciar os padrões dos vinhos. Mas, e quem não tem o hábito de beber vinhos regularmente? Se eu oferecer a um cliente aqui na minha adega um vinho de valor agregado maior, sendo este cliente um iniciante, existe uma grande possibilidade de que este vinho não diga absolutamente nada a ele. Então comece no seu ritmo, buscando o melhor equilíbrio que este início sugere, para que depois você possa se dispor a conhecer novas experiências. Com o tempo você irá criar o seu senso crítico e o padrão de qualidade será estabelecido por você; e não por quem não sabe reconhecer a sua necessidade e muitas vezes te oferece algo incompatível com o seu momento.

Também poderia incluir aqui uma outra característica do Fusca que é o fato de ser um Clássico no Mundo dos Carros e fazer analogias com os Clássicos do Mundo dos Vinhos. Mas ainda não é o momento dos Clássicos, mas com certeza em breve. Meu propósito de hoje foi abrir um pouco a sua mente para muitas coisas interessantes que vocês irão conhecer sobre vinhos. Espero que tenham gostado!

Até o próximo encontro!

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