A personalidade, identidade humana, na busca por uma identidade

“O ser humano sempre em seus atos se espelhará em outro até que ele assuma suas próprias características dando daí origem na sua personalidade.”

Por Alaor Bruno

Nesses tempos em que vivemos, há uma exagerada busca de identidade, isto se dá também pelo fato de que o ser humano é um ser partidarista, sempre vai escolher um lado, uma face para se expressar aos demais, sempre estará ou tentará se encaixar em algum grupo, sempre vai fazer partes de grupos, sejam estes grupos de opiniões, esportivos, políticos, filosóficos, religiosos, tribos urbanas, culturas rurais, tradições, dentre tantas outras distinções, que pode ser feita. 

Está busca por uma forma de como ser eu, pode se caracterizar também, sub as influências das modas, artistas, mídia, e tantos meios pelo qual se impregna na sociedade opiniões e meios de ser uma grande personalidade.  “O pertencer a um pequeno grupo não é indiferente ao indivíduo: em primeiro lugar é para ele fonte de satisfações”.[1]

O ser humano sempre em seus atos se espelhará em outro até que ele assuma suas próprias características dando daí origem na sua personalidade.

A capacidade de imitar teria obviamente valor de sobrevivência porque habilita o indivíduo a aprender um comportamento adaptativo mais rápida e eficientemente do que seria possível através a aprendizagem por ensaio-e-erro ou modelagem. Assim, embora não estejamos ainda certos, é viável a hipótese de exista uma espécie de tendência inata para imitar, inclusive nos seres humanos. [2]

Esta imitação, se demasiadamente exagerada pode causar a anulação da personalidade do indivíduo, pois deixa de viver o seu eu para viver o eu do outro, isto pode chegar até a uma crise existencial, por que durante toda a vida não foi que realmente era, mas buscou ser o que o outro era, pode gerar até uma perca do sentido de viver, levando a crises depressivas e até mesmo ao suicídio.


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A pessoa busca imitar por que quer ser algo, mas mal sabe ela que este algo se encontra nela mesma, busca fora, aquilo que está dento, e nosso mundo é caracterizado por estes fatos, principalmente na juventude, onde o jovem na sua máxima de carência quer ser visto por outros, ser aplaudido e elogiado, por isso busca uma identidade, um modo de ser, e neste processo pela falta de maturidade acabam perdendo esta que tanto procuram.

É na juventude que de fato se encontra mais fortemente esta característica de seguir o que é sugerido no momento, isso se dá pelo fato que é na juventude que se assume o ser homem, o ser mulher, e na juventude que se toma as decisões que terão peso por toda vida, por isso são os mais visados pelas mídias e pelas modas, é na juventude que se formam uma civilização futura, com seus valores e estimas. Portanto, é através da juventude que se constrói uma sociedade, seja por bons princípios, ou se destrói por uma falta de conhecimento da verdade.

E pode se dizer que é daí que se forma a identidade pessoal de cada um, pois o jovem vai sendo autônomo nos seus atos, vai tomando conta de si, e se descobrindo, buscado ser algo, querendo provar seu valor sua coragem sua força. Por isto é nesta faze que talvez se deva olhar com mais interesse e dar atenção a eles, dar suporte para que eles sejam, se não, irão buscar outros meios para se manifestarem.     


[1] É. Duurkheim, De la division  du travail social, 416 págs., Alcan, Paris,1902, prefácio da 2.ª ed., pàgs. XVII-XVIII. Cit. Em J. Stoetzel, psicologia social, Companhia Editora Nacional, volume 29, são Paulo 1967. 238

 [2] CIC. M. Hardy e S. Heyes, Uma Nova Introdução à Psicologia, Zahar Editores, Rio de Janeiro 1980. 151

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