Vacina não dá em árvore

Nos acostumamos a assistir na tv os casos de pessoas que sempre morreram na fila do SUS, passa ano e entra ano é a mesma ‘lenga-lenga’, essa cantilena barata, um sistema político sujo e mal feito, uma imprensa que tem compromisso com qualquer coisa, menos com a verdade.

Por Tiago Augusto

Apesar de o Brasil ser o 5º país do mundo, em números absolutos de vacinados, e o 6º em números proporcionais, vemos diariamente oportunistas da mídia e opositores do governo usarem como palanque político o fato de que é humanamente impossível vacinar uma população inteira como a nossa em 3 meses. Qualquer um pode consultar os números no site www.ourworldindata.org.

Vacina não dá em árvore e não será a resolução dos problemas, vírus mudam, novas cepas aparecem, sempre foi e sempre será assim. O tratamento precoce existe, embora os iluminados da imprensa e alguns médicos ignorantes ou oportunistas digam que não. Um estudo de 107 páginas foi publicado por mais de 60 cientistas de todos os continentes com título British Ivermectin recommendation development. The evidence-based medicine consultants (Desenvolvimento de recomendação de ivermectina britânica. Os consultores de medicina baseada em evidências), um dos maiores, se não o maior estudo sobre eficácia da Ivermectina, publicado até hoje.

No Brasil, a pandeia principal não é a de covid, a mais grave é a pandemia de retórica barata, slogans sentimentalistas para justificar engenharia social e ganância por poder.

Jogando baixo, 90% dos políticos brasileiros não sabem e nem dão a mínima para a divisão política entre esquerda e direita, acreditam ser uma grande teoria da conspiração. Acontece que, esses mesmos 90% dão muito valor às redações de jornais (mais do que para a opinião da população em geral) e nelas 90% – também jogando baixo – dão muito valor a divisão entre narrativa ideológicas entre esquerda e direita, apesar de não admitirem, eles são adeptos do que fantasiam ser esquerda ou direita.


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Ao aderir à esses falsos intelectuais desonestos brasileiros, praticantes de militância jornalísticas e não do jornalismo escravo do fato, nossos políticos cometem absurdos sem saberem o que estão fazendo – por exemplo, o governador de Minas que semana passada admitiu em rede nacional ter aderido ao lockdown sem nenhuma evidência científica – são chamados de comunistas, fascistas e nazista por toda a manada barulhenta que sabe muito menos, e nessa toada de ambiente histérico o país vai remando. É a disputa medonha pela medida mais escandalosa que vai ocupar a primeira página do dia.

Ano passado, a justificativa para fechar tudo era de que os estados e municípios necessitavam de tempo para estruturação do sistema de saúde, compra de mais leitos, respiradores, medicamentos, desenvolvimento de vacina e recursos. Bem esse tempo foi dado, os recursos vieram, hospitais de campanha não foram entregues, alguns até contrataram leitos mas ao final do ano estavam todos desativados.

O que assistimos foi um festival de irregularidades e desvios de verbas públicas, chegando ao cúmulo de contratação de jardinagem para hospital de campanha no Rio de Janeiro.

Agora, a justificativa é a mesma, não há leitos, o sistema está em colapso. Por acaso o Brasil goza de um moderno sistema de saúde público onde sempre abundaram leitos? Ora, é realmente necessário esperar que a população adoeça para a estruturação do sistema de saúde que já vem há anos pedindo ajuda? Nesse meio tempo, quantas pessoas contraíram o vírus e não foram adequadamente atendidas? Quantos óbitos podem ter acontecido por esse motivo? Nos acostumamos a assistir na tv os casos de pessoas que sempre morreram na fila do SUS, passa ano e entra ano é o mesmo “lenga-lenga”, essa cantilena barata, um sistema político sujo e mal feito, uma imprensa que tem compromisso com qualquer coisa, menos com a verdade.

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