Goiás completa 1 ano do registro do primeiro caso de Covid-19 e passa pelo seu pior momento desde o início da pandemia

Corona Viruses against Dark Background

Há um ano, Goiás registrava os primeiros casos de Covid-19. Desde então, mais de 9 mil goianos morreram por causa da doença e 400 mil casos já formam confirmados. Agora, o estado enfrenta a pior fase da pandemia, com recordes de mortes em 24 horas – 267 – e de internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em hospitais da rede estadual – 1.183. Mais de 300 infectados esperam, nesta sexta-feira (12), por um leito especial.

O número daqueles que venceram a doença é muito grande 404.485 mil pessoas já passaram pela Covid-19, no entanto, a situação presente preocupa pela quantidade de pacientes em estado grave que cresce a cada dia.

As autoridades da área relatam que os números mostram que o momento atual é o pior já vivido no estado desde março de 2020 e também o mais difícil de fazer com que a população respeite as medidas de isolamento.

No entanto, mesmo depois de 9 mil mortes e mais de 400 mil casos confirmados da doença, a expectativa não é de estarmos chegando ao fim, e segundo Flúvia Amorim, superintendente de Vigilância em Saúde de Goiás, não é de um “respiro” e sim de uma crise muito maior.

Flúvia alertou que, se a contaminação continuar como está, há chances de, em poucas semanas, pacientes começarem a morrer sem conseguir o mínimo de atendimento médico.

Neste ano de luta contra a Covid-19, os hospitais sob gestão do estado passaram de 269 leitos de UTI em março de 2020 para 689 em março de 2021, ou seja, foram abertas 430 novas vagas e, ainda assim, há pacientes aguardando leitos.

A triste realidade desta doença é que mesmo que se multiplique a quantidade de leitos, metade das pessoas internadas com Covid-19 em UTIs acaba morrendo.

O primeiro caso da doença em Goiás foi confirmado em 12 de março de 2020. No dia 19 do mesmo mês começaram as restrições seguidas do Lockdown.

E segundo Flúvia Amorim, nessa época as pessoas ainda tinham medo da doença e foi mais fácil contar com a colaboração da população, que agia de forma preventiva. No entanto a realidade atual é bastante diferente.

Neste mês de março, com as unidades de saúde no limite de leitos, começaram a ser decretados novos fechamentos de atividades consideradas não essenciais. No entanto, houveram muitos flagrantes de lojas funcionando mesmo com a proibição, eventos sendo realizados.

De janeiro para fevereiro, o número de infectados cresceu em mais de 45 mil e as mortes aumentaram em 1.031. Antes de completar a primeira quinzena do mês de março, Goiás já tem mais 30 mil diagnosticados com a doença e mais de 800 mortos infectados pelo coronavírus.

A principal preocupação nesse momento de crise é em relação a nova variante da Covid-19, que tem maior taxa de disseminação, como também de contaminação do organismo. Todos os estudos que até o momento foram feitos, eram em relação ao vírus que não havia sofrido mutação, logo cientistas e pesquisadores preocupam, pois, todo o trabalho realizado durante este ano pode não ser totalmente eficaz por ser desconhecida a gravidade da variante.

O professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), José Alexandre Diniz que trabalha com a projeção estatística de avanço da Covid-19 no estado, avalia que a situação é conflituosa. Por mais que se tenha a vacina, a grande preocupação é com a variante.

“Por um lado, tem a vacina e a ‘quarentena’ que ajudam a diminuir um pouco a transmissão. Por outro lado, tem a chegada de novas variantes que a gente não sabe muito bem ainda a proporção das variantes. Se a variante ainda estiver em nível de disseminação baixo, ainda tem espaço para crescer. Se ela chegou há muito tempo, talvez não vá crescer muito mais. Então é uma incerteza muito grande”, disse.

Por mais que o trabalho seja árduo e que novos leitos sejam criados, a principal coisa é a conscientização da população e o cuidado individual, pois o combate ao vírus precisa do trabalho e esforço de todos.

Fonte: G1 Goiás

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