Aha uhu o Fachin é nosso!

“O jeitinho, a jabuticaba, o 7 a 1 estão com tentáculos em toda a sociedade, inclusive e principalmente no judiciário.
O Brasil, país do malandro carioca, está sofrendo pela malandragem da qual sempre se orgulhou. Apertem os cintos, 2022 vem forte!”

Por Tiago Augusto

A justiça brasileira é uma jabuticaba, um grandissíssimo circo, um teatrinho de mal gosto.

Ontem à tarde o ministro do STF, Edson Fachin lá pelas tantas, do alto de seu intelecto superior decidiu que os 4 processos de Lula, julgados pelo ex-juiz Sergio Moro em Curitiba, deveriam ter seus atos anulados por um erro de competência territorial, o que torna Lula elegível, se a eleição fosse hoje.

O curioso disso tudo é que este tema já tinha sido discutido há pelo menos 4 anos pelo próprio STF, e a decisão foi favorável à Moro, entendendo que a competência, sim, seria dele. Por que essa mudança no entendimento logo agora? É tudo uma jogada para o Lula ser eleito ano que vem?

Como em uma negociação, as opções devem estar na mesa, com certeza, essa teoria é uma delas. O mais espantoso é que a decisão do ministro Fachin foi técnica, ele realmente se baseou na Constituição Federal, artigo 109, §2º, fato raro, uma vez que as decisões do Supremo Tribunal Federal (quase) nunca estão amparadas na carta magna brasileira.


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Uma outra opção posta a mesa (e particularmente faz mais sentido) é de uma decisão corporativista, para proteger a promiscuidade do judiciário no Brasil, explico: 

1 – Depois das mensagens vazadas pela Polícia Federal, na Operação Spoofing, ação da PF com o objetivo de investigar as invasões às contas de Telegram de autoridades brasileiras e de pessoas relacionadas à operação Lava Jato, ficou escancarada uma prática muito comum entre Ministério Público, Juízes e até advogados, a combinação de decisões. Quem já atuou na área penal brasileira sabe do que estou falando.

2 – Em uma das mensagens vazadas, o procurador Deltan Dallagnol disse a Sergio Moro, então juiz da 13º Vara Federal de Curitiba: ‘Aha uhu o Fachin é nosso!’. Seria uma alusão ao fato de que o ministro confirmaria todas as decisões tomadas pela lava-jato. A esquerda, já alucinada, com orgasmos afrodisíacos não demorou em reforçar a tese de que existia um complô e Lula é um perseguido político, prontamente pregaram o selo de traidor no petista Fachin.

3 – Fachin, sabe que não há forma de salvar Lula inocentando-o, as provas são muito contundentes. Mas dava para salvar a própria pele e a reputação ilibada de todo o judiciário brasileiro. Repito, essa prática da combinação de sentenças é algo comum no meio jurídico brasileiro.

O orgulho e a soberba dos juízes, promotores e etc, não se comparam a nada no Brasil. A sede dessa gente por capa de jornal e afagos da sociedade como um todo é algo absurdo – as exceções apenas confirmam a regra.

A decisão de ontem nada mais fez do que salvar o ministro e seus camaradas, remeter o processo para que outro juiz julgue as mesmas provas, já conhecidas por cada brasileiro que vive sob este planeta e esvaziar a tese de nulidade do processo por suspeição dos procuradores e juiz do primeiro grau.

O jeitinho, a jabuticaba, o 7 a 1 estão com tentáculos em toda a sociedade, inclusive e principalmente no judiciário.

O Brasil, país do malandro carioca, está sofrendo pela malandragem da qual sempre se orgulhou. Apertem os cintos, 2022 vem forte!

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