A importância dos programas de gestão em Teletrabalho

“Por conclusão o jornal Estadão errou … e Castello Branco ficou, pela fala do Presidente Bolsonaro, “11 meses sem trabalhar” mesmo, pois os normativos da modalidade de Teletrabalho não o alcançariam.”

Por Brigadeiro Bragança

A matéria do Estadão (1) destaca que “ALVO DE BOLSONARO, HOME OFFICE AVANÇA NO SERVIÇO PÚBLICO”, registrando o fato de que “Um em cada quatro servidores do Executivo federal terminou o ano de 2020 trabalhando em home office integral […].”, o que, com certeza, é uma virtude por tratar-se de gestão do Governo Federal na modalidade TELETRABALHO; mas o periódico trata a modalidade como alvo que foi atacado pelo Presidente Bolsonaro.

Na continuação da própria matéria, registra-se o fato de ser “a mesma modalidade adotada por Roberto Castello Branco. Acusado por Bolsonaro de ficar “11 meses sem trabalhar”. Ou seja, a matéria dá luz ao fato de que o Presidente Bolsonaro é contra o teletrabalho (home office) e que, na visão do Presidente, seria o mesmo que ficar sem trabalhar. E esta é uma conclusão do jornal Estadão que não tem como prosperar.

Ora, precisamos ser precisos para podermos fazer mais, para podemos prosperar mais!

A matéria, em minha opinião, foi tendenciosa e embasada em total falta de conhecimento sobre o tema. O Estadão está errado em sua ardilosa crítica. E não se pode confundir o virtuoso Teletrabalho com a tendência política da hora, pois a matéria pretende atacar o Presidente Bolsonaro associando a fala “11 meses sem trabalhar” (1) ao entendimento do que, segundo o jornal, o Presidente pensa em relação ao teletrabalho.

Lembro-me de já haver escrito nesta coluna sobre teletrabalho, em artigo publicado com o título “As Estratégias e as Estruturas administrativas” (2).

E é por isso que podemos fazer mais, podemos prosperar mais!

Há muito tempo os órgãos públicos, em todas as esferas da administração, vêm adotando programas de gestão na modalidade teletrabalho. Tema também considerado importantíssimo mundo afora.

E não poderia, mais uma vez, deixar de citar que o desenvolvimento sustentável da sociedade, segundo Carvalho(3), encontra no teletrabalho a mobilidade urbana sustentável como sua principal contribuição para a sociedade. E a importância do tema também pode ser destacada no Estado de São Paulo, pois o programa de teletrabalho é gerido pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado, focando-se na mobilidade urbana e na redução de poluentes veiculares, aderindo-se a diversas estratégias com base na Resolução SMA n˚ 24, de 10 de abril de 2013 (4).

E continuamos a defender o Teletrabalho, com argumentos de inovação e produtividade, pois no Brasil, segundo Saccaro (5), os dados indicam que o aumento de produtividade chega a 45%. O SERPRO, conforme registro do trabalho de Mross (6), apresenta índices de aumento de produtividade, de qualidade de vida e de conformidade profissional.

Saímos da gestão do tempo para a gestão de resultados!

E o meio ambiente e a mobilidade urbana agradecem muito!

E é por isso que podemos fazer mais, podemos prosperar mais!

E por fim, Bolsonaro está certo, pois em nenhum normativo, que eu tenha pesquisado, encontra-se a possibilidade do teletrabalho para chefes. Na realidade, estão registradas nos mais diversos normativos a proibição aos ocupantes de cargos de chefia e direção e a proibição àqueles que lideram equipes de profissionais, entre tantas outras especificidades, que fazem do teletrabalho uma modalidade importante e inovadora nas relações trabalhistas, de sustentabilidade e de conhecimento, quer no setor privado, quer no setor público.

Por conclusão o jornal Estadão errou … e Castello Branco ficou, pela fala do Presidente Bolsonaro, “11 meses sem trabalhar” mesmo, pois os normativos da modalidade de Teletrabalho não o alcançariam.

Então, mais uma vez, fica o desafio para os gestores municipais goianos: que tal implantar um Programa de Gestão na Modalidade Teletrabalho para os servidores municipais? Inovação, produtividade e sustentabilidade em Goiás.

Fica o desafio, pois podemos fazer mais, podemos prosperar mais!

Brigadeiro Bragança

Comandante da Base Aérea de Anápolis em 2008-2009

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