Quaresma é Cristianismo verdadeiro

“Agora porém estamos em plena Quaresma. A cinza que marcou nossas frontes veio para marcar também nossas vidas com a cruz de Cristo, símbolo de conversão e salvação.”

Por Marina Ribeiro

Fevereiro não nos trouxe o Carnaval com suas luzes, suas cores e outras coisas suas que não vale a pena mencionar! Sim… ainda estamos em tempo de pandemia! Isolamento social! Distanciamento!

Agora já estamos em plena quaresma. A cinza que marca as nossas frontes virá para marcar também nossas vidas com a cruz de Cristo, símbolo de conversão e salvação.

Quaresma é um tempo saudável, de reflexão e paz interior, todo destinado a lembrar-nos a verdade fundamental da fé: só chegaremos ao céu se, nesta vida, soubermos carregar a cruz dos nossos princípios e deveres cristãos, ao lado de Jesus subindo o Calvário com sua própria cruz às costas.

Em outras palavras: nestes tempos sombrios, somos todos convidados a refletir que fomos salvos (ou seremos! …) pelo sangue de um Deus que veio a este mundo única e exclusivamente para morrer por nós. Cristo é o único ser humano que nasceu só para morrer! Nós nascemos (e morremos!) para irmos ao céu; Ele não, porque nunca saiu do céu que foi sempre Dele desde toda a eternidade!


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O fim da Quaresma é, portanto, reavivar em nossas mentes e, mais ainda, em nossas vidas esta suprema verdade: o sentido de nossa vida consiste em conformá-la cada vez mais com a Paixão de Jesus a fim de que possamos conformá-la também com a Sua Ressurreição. Isto não quer dizer que a Quaresma deve ser um tempo triste; pelo contrário, é um tempo de profunda alegria interior porque nela a Igreja nos repete dezenas de vezes, em sua liturgia, que a tal ponto o Pai nos ama que chega a entregar seu próprio Filho à morte para salvar-nos. Este pensamento é sublime e foi o próprio Jesus que o expressou naquela profunda e sublime conversa noturna com Nicodemos.

Antigamente a Igreja exigia mais jejum e outras penitências durante a Quaresma; hoje as coisas mudaram e mal se fala em jejum. Porém, a liturgia continua falando, sim, em penitência, mas em nível diferente: para ela a maior penitência deve ser a nossa luta contra o pecado e nossas más inclinações, luta essa que deverá sempre estar unida ao amor aos nossos irmãos, ao bem que devemos fazer-lhes, sobretudo quando se trata dos carentes e dos excluídos, a defesa da vida e da família: eis aí a nossa melhor penitência a ser praticada numa Quaresma verdadeiramente cristã.

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