A pessoa humana e sua definição

“É de grande estima que se desenvolvam os estudos relacionados às pessoas, por que quanto mais se conhecer melhor se vive.”

Por Alaor Bruno

A pessoa humana é sem dúvidas um ser muito complexo devido sua grande constituição psicofísica, é também um mistério pelo qual em graus de comparação pouco se conhece ainda, por isso é um grande objeto de estudo de diversas áreas. De tão vasto que é o Ser humano, pode ser comparado a um universo, cheio de mistérios, e segredos, um universo a ser desbravado e conquistado. As ciências hoje em seu pleno desenvolvimento nos revelam partes destes segredos existentes no homem. É de grande estima que se desenvolvam os estudos relacionados às pessoas por que quanto mais se conhecer melhor se vive.

Para entendemos mais sobre o termo “pessoa” é importante fazermos um passeio na história e percebermos como esta palavra se agregou na definição do ser humano, como surge na história o uso desta palavra, que é tão rica, pois esta mesma é usada como termo de definição de um ser bem complexo.

Segundo Jean Stoetzel, em seu livro intitulado de psicologia social, nos dá à seguinte visão do nome pessoa:

A palavra pessoa (ou personalidade) é encontrada, praticamente sem alteração, em bom número de línguas faladas nos países de cultura ocidental. Deriva do latim Persona, que significa originariamente Máscara, mas cuja etimologia é desconhecida.[1]

Obviamente que existe algo por traz desta máscara ao qual ganhou o nome de pessoa, este fulano que interpretava, fazia menção de algo. Vou interpretar uma pessoa! Faço estas colocações para que fique mais claro o nosso entendimento quanto à origem da palavra, que apropriou do homem, e que por séculos foi se desenvolvendo.


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Até chegar à Idade Média onde a filosofia ganhou grande força devido ao grande número de pensadores, que por sua vez iluminados por um sentimento divino, chegaram a uma definição  bem consistente, que é a definição de Boécio.

“Na alvorada do século VI, Boécio já encontrara a fórmula sintética que seria constantemente retomada: a pessoa é a Substância individual de um ser racional: (Persona est rationalis naturae individua substantia). Daí por diante, não mais se deveria dizer o homem, mas a pessoa humana.[2]

A partir desta definição, o ser humano pode ser diferenciado dos demais seres, e com certeza, pode ser mais dignificado, pois é muito importante saber o que nos diferencia dos demais, o que neste caso se destaca como fator indenitário: a racionalidade. É a partir daí que a filosofia vai aos poucos se direcionado para dar algumas explicações quanto ao ser humano, que surgem algumas distinções do ser pensante, como por exemplo, como é este processo de pensar, como o homem enxerga a realidade, e de que modo esta realidade se revela a ele. Assim nos diz Battista Mondin:

A especulação grega, como sabemos, voltava sua atenção principalmente para a natureza; a medieval, para Deus. A filosofia Contemporânea se interessa especialmente pelo homem.[3]

Por sua vez, considera o homem como ser social e explora, mais que a sua atividade especulativa, as suas atividades práticas (Políticas, econômica, técnica, trabalho etc.). Ela atribui, além disso, grande importância ao estudo da linguagem e de outras dimensões humanas quase sempre descuradas pela filosofia dos períodos dos precedentes, como a cultura, a ciência, o esporte, o mito etc. [4]

Este trecho de Batista Mondin nos faz refletir que o homem no decorrer da história, foi ganhando destaque como foco do estudo filosófico, pois de fato ele é um mistério no qual precisa ser desvendado. A partir destes dados podemos ir adiante, no vasto universo que compõe a existência humana.

Como pessoas, temos muitas potencialidades, estas devem ser postas à disposição do bem pessoal e comum, devem também ser trabalhadas e amadurecidas.  Deste modo chega-se a uma pessoa adulta, com uma personalidade madura. De fato a dignidade da pessoa humana, se destaca mediante o seu valor, o seu ser, por isso é muito precioso valorizarmos a pessoa humana, e esta valorização sempre deve ser de acordo com seu lugar na escala dos seres, eu não posso colocá-lo em comparação aos animais e nem exaltá-lo como um ser puramente espiritual e divino, mas deve-se classificá-lo segundo o seu devido valor, ser pessoa exige que saibamos o que é pessoa, para que através deste conhecimento se dar o devido valor ao gênero humano. 


[1] J. Stoetzel, psicologia social, Companhia Editora Nacional, volume29, são Paulo 1967. 164

[2]  J. Stoetzel, psicologia social, Companhia Editora Nacional, volume29, são Paulo 1967. 167

[3] B. Mondin, Curso de Filosofia, Ed. Paulinas, volume 3, São Paulo 1981-1983. 7

[4] B. Mondin, 8

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