Liberdade de expressão sob ataque

“o próximo a perder a voz pode ser você! A relação promíscua entre monopolistas do mercado, imprensa e estado não querem permitir que você expresse sua vontade e o seu pensamento”

Por Tiago Augusto

Em meio à confusão mental do jornalismo brasileiro, um reflexo da confusão mental da academia brasileira que muito produz mas em nada contribui para a ciência, o brasileiro não sabe mais em quê ou quem acreditar.

As big techs (empresas de tecnologia criadoras das redes sociais) surgiram como um oásis em meio aos meios de comunicação entrincheirados que não permitem às pessoas emitires suas opiniões.

Mas o que parecia ser um bastião da liberdade de expressão, a nova ágora grega, onde todos podem emitir sua voz livremente tem se mostrado um cavalo de Tróia. Esses grandes empresários monopolizaram o mercado, adquiriram muito poder, é como todos os monopolistas do mundo, essas Big Techs querem dominar tudo, até o seu pensamento.

Já citei algumas vezes o autor britânico George Orwell e a sua obra “1984”, no livro o ministério da verdade restringe até as palavras que podem ser ditas e escritas pelas pessoas, é o suprassumo da censura. Justamente o que fazem hoje, Facebook, Twitter, Instagram e Youtube.

Semana passada o Youtube cancelou a maior conta de jornalismo conservador da América Latina, o Canal Terça Livre possuía mais de 1 milhão de inscritos, uma revista semanal é um diário de notícias, programação diária como jornalismo e venda de cursos online.

Mas o que é censurar um canal conservador brasileiro, perto de censurar o Presidente dos Estados Unidos? Foi o que fez o Twitter com o então presidente americano Donald Trump, no exercício do mandado, por suposto “discurso de ódio e incitação à violência”. Bom, como já escrevi anteriormente, o próximo a perder a voz pode ser você! A relação promíscua entre monopolistas do mercado, imprensa e estado não querem permitir que você expresse sua vontade e o seu pensamento.

Recorrendo novamente à Geroge Orwell, que já denunciava os riscos dessa aliança espúria no começo do século passado, dizendo que “censura ás vezes pode ser exercida por grupos de pressão. Existem alguns assuntos que, notoriamente não podem ser discutidos por causa dos interesses estabelecidos”.

Se você é manifestadamente contra aborto, agenda LGBT, liberação das drogas, cristão e contrário a este movimento negro militantes, então você não tem o direito de se expressar, os interesses da patota estão acima dos seus, nós somos reles cidadão comum e ninguém se importa com o que acreditamos.

Uma dica do grande Paulo Francis que afirmava serem “os nossos olhos mais precisos que anuários estatísticos, ao menos veem o concreto”.

Esses grandes conglomerados, precisam decidir se são apenas plataformas onde o cidadão pode se expressar, ou se são veículos de imprensa com uma pauta definida. O papel da imprensa em reportar e informar as pessoas o que lhe ocultam, lhe sonegam ou roubam é preciosíssimo no mundo moderno para a vida em sociedade. Uma das figuras mais importantes da história nacional, Rui Barbosa afirmou que a “imprensa é a vista da nação”. Essa visão romantizada da missão da imprensa entrega de bandeja ao meio jornalístico uma missão iluminada e um poder extraordinário.

A aliança maligna da mídia envenenada com estado e megaempresários eliminou a pluralidade de ideias, a honestidade moral e também intelectual.

Este acontecimento, como um câncer, se espalhou – através do academicismo e culto do diploma já relatado por Lima Barreto em 1910 – e agravou-se com o tempo. Hoje está em metástase, nos últimos 40 anos – ou mais – embotou a mentalidade humana espetacularmente, de maneira que um resgate é mais que missão hercúlea, é ocasião de um calvário para curar a perversão social.

O jornalismo profissional respira por aparelhos, prestes a morrer. Sua nova cartada são as tais agências de checagem que arrogam para si o iluminismo da verdade e tentam censurar as novas redes sociais – o tal do Sleeping Giants é um exemplo claro – com intenção de silenciar divergentes do clubinho jacobino.

Importante recorrer novamente à Paulo Francis: “Estar ciente do que é o Brasil e chegar aos sessenta anos sem se tornar alcoólatra, ficar louco ou se entregar a qualquer tipo de desvario é fato raro”. Mais além, estar ciente da realidade humana e chegar aos sessenta anos sem ocorrer nenhuma das ocasiões descritas por Francis é raro. Talvez por isso antidepressivos estejam na moda e manipulados cada vez mais em pessoas cada vez mais jovens.

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