Evangelizar a vida

Reagiremos todas as vezes que a vida humana for ameaçada!São João Paulo II

Por Marina Ribeiro

Esta deveria ser a postura de todo homem e mulher formado à imagem e semelhança de Deus e redimido por Cristo.

Pois bem, sempre é muito saudável recordar que, no magistério de São João Paulo II, o direito à vida foi um tema recorrente até o final do seu pontificado, sobressaindo, particularmente, a Encíclica Evangelium Vitae e ganhando destaque em várias de suas homilias, discursos e em quase todos os seus escritos.

Em Washington, em 1979, afirmava com coragem:

reagiremos todas as vezes que a vida humana for ameaçada. Quando o caráter sagrado da vida antes do nascimento for atacado, nós reagiremos para proclamar que ninguém tem o direito de destruir a vida antes do nascimento. Quando se falar de uma criança como de um peso ou se considerar a mesma como meio para satisfazer uma necessidade emocional, nós reagiremos…”


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E como a vida humana tem sido ameaçada, mesmo diante deste tempo de pandemia! Basta olharmos, por exemplo os Projetos de Lei 1444/2020 e 1552/2020, votados no último dia 09 de julho, na Câmara dos Deputados, que visam implantar ferramentas de ampliação do acesso ao aborto no Brasil até 22 semanas de gestação, e o mais curioso, sem sequer citar a palavra “aborto”, numa perfeita sintonia com a chamada Guerra Semântica, ou melhor, Revolução através da Linguagem! Pasmem! Há uma nova estratégia sendo traçada por aqueles que insistem em descriminalizar o aborto em nosso país através da manipulação linguística.

Com o tempo, as ameaças contra a vida não diminuem, ao contrário, adquirem enormes dimensões de maneira científica e sistemática.

São João Paulo II já nos exortava à “evangelizar a vida”, ou seja, a pregar o valor sagrado da vida humana a todos os homens de boa vontade, mesmo diante das dificuldades a serem enfrentadas pela incompreensão, a falta de solidariedade ou ainda por pouco discernimento num momento histórico tão decisivo em que sofremos ataques por toda parte.

Mas, há ações positivas propostas pelo nosso saudoso São João Paulo II e tão bem descritas na Encíclica Evangelium Vitae, nº 100 que se traduzem em esperança para nós: “encontremos novamente a humildade e a coragem de orar e jejuar, para conseguir que a força que vem do Alto faça ruir os muros de enganos e mentiras que escondem, aos olhos de muitos dos nossos irmãos e irmãs, a natureza perversa de comportamentos e de leis contrárias à vida, e abra os seus corações a propósitos e desígnios inspirados na civilização da vida e do amor.”

Assim, pela oração e pelo jejum, construiremos uma nova cultura verdadeiramente capaz de reagir todas as vezes que a vida humana for ameaçada.

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