As chuvas e o CAOS!

“Não podemos acreditar que os alagamentos fazem parte da normalidade das cidades. Aguardamos obras estruturantes bem feitas e outras iniciativas que resolvam o problema.”

Por Brigadeiro Bragança

Boa parte dos cidadãos foram às urnas em 2020 e escolheu o prefeito de sua cidade. E ele, eleito ou reeleito, precisaria refletir sobre a gestão anterior. Mas, via de regra, quando algo realizado não traz o resultado esperado, os eleitos culpam os gestores anteriores, e os reeleitos se justificam. É da natureza humana!

Mas os prefeitos, eleitos ou reeleitos, deveriam tratar os problemas do município por áreas temáticas. E mostrar ao cidadão, com transparência, o conjunto de iniciativas e investimentos da gestão por área, incluindo, em uma linha do tempo, as iniciativas e gastos também de gestores anteriores; o chamado aide-mémoire; em tradução livre… uma memória dos fatos, um histórico.

Mas podemos fazer mais, podemos prosperar mais!

Em Goiás, as chuvas castigaram antigas promessas e despertaram antigos problemas; como é o caso que podemos citar do ocorrido em Anápolis!

O Jornal Opção (1), de 2 de janeiro de 2018, registrou matéria com o título “ Prefeitura realiza obras para aumentar escoamento da água da chuva em Anápolis”, com destaque do periódico para obras realizadas em diversas avenidas e ruas da cidade.

O tema também foi registrado pelo Jornal Contexto (2), em 3 de agosto de 2018, com o título “Obra na Goiás traz solução para antigos alagamentos”. Segundo registra a matéria, “No local foi implantada rede de água pluvial e galerias para acabar com os alagamentos no cruzamento, que é vital para o trânsito na cidade.”. Na época, o Secretário Municipal de Obras e Serviços Urbanos garantiu: “Inundação nesse trecho é página virada”.

E, naquele ano, uma pequena alfinetada em gestões anteriores sobre a “demanda histórica”, registrando-se que “A intervenção, além de atender uma demanda histórica, soluciona de uma vez o problema da falta de segurança para quem transita pelo local, especialmente no período chuvoso. A enxurrada que descia sem controle, a partir do Bairro Jundiaí, já tem destinação correta.”.

Despertada sua curiosidade sobre o tema? Leia as matérias completas da cidade goiana de Anápolis; acesse os links:

E, nesta última terça-feira do mês de janeiro de 2021, Claudius Brito registra em Matéria do Contexto (3) que o “Temporal causa prejuízos e transtornos em Anápolis”, citando locais contemplados por obras em 2018.

E agora, José!


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E o atendimento a uma “demanda histórica” citado em 2018? Os problemas não estavam resolvidos?

Mas, o tema também afeta as grandes cidades como, por exemplo, a cidade de São Paulo, a maior do país. A matéria de Camila Mattoso, na Coluna Painel do Jornal Folha de SP (4), registra a “falta de vontade política diante de alagamentos provocados por fortes chuvas em São Paulo.”.

E é por isso que podemos fazer mais, podemos prosperar mais!

Transparência, com retorno ao cidadão sobre as iniciativas e os investimentos, por área temática. É esta a nossa expectativa! E não gostaríamos de justificativas a invadir os nossos ouvidos com “estórias” de que choveu muito, foi acima da média etc… etc. Não podemos acreditar que os alagamentos fazem parte da normalidade das cidades. Aguardamos obras estruturantes bem-feitas e outras iniciativas que resolvam o problema.

E sua cidade, como responde às chuvas de verão?

Então, fica o desafio!

Quantos recursos foram investidos? E qual a relação do gasto público realizado e a efetividade – que é a capacidade de se promover os resultados pretendidos, ao encontro da melhoria de vida da população?

Vale a transparência!

E, mais uma vez, fica o desafio, pois podemos fazer mais, podemos prosperar mais!

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