Depois de quantos dias após ser vacinado a pessoa fica imune da covid-19?

Com o início da vacinação no país, a grande pergunta que começa a surgir é: depois de quantos dias a pessoas já está imune de contrair o vírus? A primeira coisa que é preciso tomar consciência é de que não é algo de um dia para o outro e depende muito do sistema imunológico e faixa etária de cada pessoa. Assim é possível colocar uma estimativa média de quinze dias após a aplicação da segunda dose.

As duas vacinas que vêm sendo aplicadas no país, CoronaVac e a de Oxford, responderam dessa forma no teste de eficácia que foi realizado. Ambas mostraram a resposta imune ao vírus a partir da segunda semana de aplicação.

A resposta imune, que garante a proteção da pessoa, significa que o sistema imunológico precisa criar a imunidade protetora, composta por anticorpos neutralizantes, que agirão com impedidores da entrada do vírus no organismo da pessoa.

Além dos anticorpos, o nosso corpo também produz resposta imune celular. No caso da Covid-19, essa resposta depende das células T(ou linfócitos T).

Essas células produzem ação antiviral por meio da produção de citocinas ou da eliminação de células infectadas. Segundo o médico, a resposta celular pode demorar um pouco mais para aparecer do que a criação de anticorpos, mas este tempo não foi medido nos testes clínicos.

A resposta celular é a principal diferença entre as cinco principais vacinas contra a Covid-19, segundo Carlos R. Zárate-Bladés, pesquisador do Laboratório de Imunorregulação da Universidade Federal de Santa Catarina. De acordo com o pesquisador, é possível separá-las em dois grupos: em um deles, a Coronavac, que tem uma resposta celular mais fraca; no outro, as vacinas de Oxford, Pfizer, Moderna e Sputnik, com forte resposta imune celular.

E em relação aos efeitos já da primeira dose, entre os imunizantes aplicados no Brasil, a de Oxford foi a única que mediu a proteção adquirida depois da primeira dose. De acordo com os dados publicados, a eficácia da vacina é bem semelhante para quem tomou apenas uma dose e para quem tomou as duas: cerca de 70%. O que muda é a duração da proteção.

Os resultados dos testes da vacina, publicados na revista científica “The Lancet”, mostraram que a eficácia foi medida 21 dias depois da aplicação da primeira dose da vacina, o que significa que há “uma proteção de curta duração após a primeira dose”.

Segundo os especialistas, a segunda dose da vacina garante uma maior duração da proteção, embora estudos ainda não tenham descoberto quanto tempo ela pode durar.

Já a Coronavac não mediu eficácia com uma dose nos testes clínicos realizados no Brasil. Por isso, não é possível saber se a vacina é capaz de oferecer proteção, mesmo que de curta duração. Mas o intervalo mínimo entre as doses (14 dias) é praticamente o mesmo tempo que o corpo leva para criar a resposta imune.

Algo que é preciso estar atento também é em relação a aplicação da segunda dose do imunizante, pois existe um prazo limite para esta. Esperar demais para que esta segunda seja realizada pode oferecer perca de resultado. Querer vacinar o máximo de pessoas possíveis, sem cumprir o tempo estabelecido para reaplicação, pode ser prejudicial para a primeira dose.

Assim, o intervalo de aplicação entre as doses das duas vacinas usadas atualmente no país é de 2 a 4 semanas para a Coronavac, e de 4 a 12 semanas para a vacina de Oxford.

Fonte: G1

Redação: Canal 7

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