E agora, Bolsonaro?

“Os próximos dois anos serão o teste de ferro para o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo já se provou um ótimo intelectual. O que será colocada à prova agora é sua capacidade de articulação política e econômica em defesa dos interesses brasileiros e sem o apoio de Trump.”

Por Tiago Augusto

Enquanto o novo presidente do Estados Unidos e sua vice tomavam posse ontem em Washington sem ninguém, Donald Trump era recebido nos braços dos americanos da Flórida.

A pergunta que todos fazem no Brasil é quais serão as consequências do Governo esquerdista de Joe Biden para a nação brasileira.

O presidente brasileiro foi eleito sob valores e pautas conservadoras nos valores morais e com a promessa de desburocratizar o estado. Jair Bolsonaro teve como grande aliado internacional o agora ex-presidente americano Donald Trump, eleito sob as mesmas bandeiras e que, se não fosse a pandemia de coronavírus com certeza teria sido reeleito.

Agora Bolsonaro está só, sem o aliado que dava suporte a sua agenda política no trato com outros países. O novo presidente americano tem pautas radicalmente opostas às do presidente brasileiro bem como do antecessor americano.

Não são muitas as imposições que Biden possa impor ao Brasil, já possuímos as piores leis trabalhistas do mundo, previdência social obrigatória, uma das piores educações do mundo, um show de horrores na saúde pública, política de cotas raciais e um Estado amplamente assistencialista.

Durante a corrida presidencial, em um dos debates, Joe Biden disse que se o Brasil não se adequar às exigências americanas na área ambiental vai impor sanções duras ao país. Essa vai ser a principal estratégia de Biden para fazer com que o Brasil se dobre às suas vontades.


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Na linha de governantes globalistas europeus como Macron e Angela Merkel, aliados do partido democrata americano, o novo presidente americano deve engrossar o caldo para o lado de Bolsonaro, usando a política ambiental como estratégia. É aquela velha história de que o mundo precisa cuidar da Amazônia, pano de fundo para invadirem cada vez mais nosso país e roubarem nossos recursos naturais, afinal somos os mais ricos do mundo nesse aspecto.

A situação só piora quando olhamos para o cenário interno. Aqui no Brasil com raríssimas exceções – uma delas é o chanceler Ernesto Araújo – a maioria esmagadores dos políticos e TODO o STF, são alinhados às pautas do partido de esquerda americano que governará o país e deve ditar os rumos da política internacional nos próximos quatro anos.

Biden perto de Maia, Alcolumbre e STF é fichinha, o problema é lidar com os três ao mesmo tempo. Não se engane, mesmo que os candidatos do centrão de Bolsonaro sejam eleitos para presidir as casas legislativas, eles serão – no máximo – uma versão soft em relação que temos hoje à frente do Congresso e Senado.

Atualmente existem pelo menos onze acordos de estado entre Brasil e Estados Unidos. O que Joe Biden pedirá ao governo brasileiro para facilitar a entrada do país na OCDE (clubinho dos países mais ricos do mundo) e manter o Brasil como aliado preferencial extra-OTAN?

Os próximos dois anos serão o teste de ferro para o chanceler brasileiro. Ernesto Araújo já se provou um ótimo intelectual, o que será colocada à prova agora é sua capacidade de articulação política e econômica em defesa dos interesses brasileiros e sem o apoio de Trump.

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