Câmara dos EUA aprova impeachment de Donald Trump

Depois de todas as discussões a respeito do tema, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou nesta quarta-feira (13), o o impeachment do presidente Donald Trump, por “incitação a insurreição”. A aprovação aconteceu uma semana depois que houve a invasão ao Capitólio, no momento de sessão de certificação do resultado da eleição presidencial de novembro, terminando com cinco mortos.

Sobre o fato ocorrido, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que “ao incitar um ataque mortal ao solo sagrado da nossa democracia americana, Donald Trump provou-se incapaz de cumprir os deveres da presidência por mais um segundo sequer”.

Após decisão da Câmara, o presidente Donald Trump se torna o primeiro presidente na história americana a sofrer impeachment na Câmara por duas vezes.

O resultado foi de 232 a 197 votos, sendo dez votos republicanos à favor do impeachment. Com esse resultado se tem a votação de impeachment com maior apoio bipartidário na história dos EUA (o impeachment de Bill Clinton teve o voto de cinco democratas em 1998).

A resolução que a Câmara tomou, ainda não remove o presidente do cargo, e nem o impede de disputar as eleições presidenciais de 2024. A determinação será julgada agora pelo Senado, e a expectativa que apoiadores do presidente tem, é que este seja absolvido na Câmara alta dos EUA.

Para acontecer a remoção do cargo, o presidente precisará ser condenado no Senado antes do dia 20 de janeiro, data que deixa o cargo presidencial. No entanto, com o Senado em recesso, o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, disse que os republicanos não concordam em fazer uma sessão extraordinária para um julgamento do impeachment antes do fim do recesso, em 19 de janeiro.

Com um número de 17 senadores republicanos na casa, para que a condenação total do presidente aconteça é preciso que dois terços sejam favoráveis da decisão do impeachment, mas com tantas cadeiras do partido, o que fica evidente é que a decisão contrária a Trump se mostra improvável.

Um impedimento a Trump de concorrer em eleições no futuro poderia ser colocado em votação no Senado apenas após a aprovação do impeachment por dois terços dos votos. A desqualificação de Trump para disputar eleições precisaria nesse caso apenas de uma maioria simples no Senado.

“Eles querem que ele saia do cargo o mais prejudicado possível, e sujo aos olhos do público”, disse Thomas Jipping, ex-conselheiro-chefe do Comitê Judiciário do Senado. “O objetivo seria infligir o maior dano político possível”.

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