As Estratégias e as Estruturas administrativas! “Tudo é considerado impossível, até acontecer.” Nelson Mandela

Reorganizar cargos e organogramas deve ir ao encontro da estratégia. E se, por dedução, a estratégia é economizar, que tal uma gestão que contemple o teletrabalho?

Por Brigadeiro Bragança

Um grande amigo e líder, também Brigadeiro da Força Aérea Brasileira, em todas as mudanças organizacionais pelas quais passamos na Força, afirmava que a estratégia administrativa deveria, sempre, orientar a estrutura administrativa, ou seja: a estrutura segue a estratégia!

O mês de janeiro de 2021 marca o início de uma nova gestão nas cidades. Prefeitos e vereadores iniciam seus trabalhos em um ano de pós-Covid-19 com Covid-19. E, por óbvio, as contas públicas são o destaque.

Mesmo os prefeitos reeleitos sabem que o momento é de mudanças na administração.

Em matéria do Jornal Estadão (1), faz-se referência à posse dos prefeitos com medidas de 1˚ dia de mandato, focando-se em reorganização de cargos (entre outras), em consequência de o município ter queda na arrecadação de impostos.

Mas podemos fazer mais, podemos prosperar mais!

Reorganizar cargos e organogramas deve ir ao encontro da estratégia. E se, por dedução, a estratégia é economizar, que tal uma gestão que contemple o teletrabalho?

O tema acabou sendo imposto pela pandemia, digamos, por vezes, de forma não muito adequada. Outrossim, aproveitando-se o momento, caberia viabilizar-se, com metodologia, um Programa de Gestão na Modalidade Teletrabalho em parcela das atividades públicas municipais; o qual já se observa em diversas esferas do setor público.

Como exemplo, o Tribunal de Contas da União (TCU) incorporou o teletrabalho em 2010, argumentando pelo princípio da eficiência e pela de redução

de custos operacionais, atualizando o normativo em 2019 – Portaria TCU 101/2019 (2).

Na ótica do desenvolvimento sustentável, em suas três dimensões — econômica, social e ambiental —, segundo Carvalho(3), o teletrabalho encontra a mobilidade urbana sustentável como sua principal contribuição para a sociedade. Outros autores argumentam pela redução de custos (insumos de infraestrutura, espaço físico e transporte de trabalhadores) e pelo equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

Ainda, com reflexos na sociedade, destacam-se a redução dos espaços urbanos para estacionamento e a saída do trabalhador do centro para o local de sua residência — efeito de espraiamento (ao encontro do conceito de centralidades) —, fomentando o comércio de bairro, a fluidez do tráfego urbano e a redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE).

Inovação e produtividade também estão nos argumentos a favor do teletrabalho. No Brasil, segundo Saccaro (4), os dados indicam que o aumento de produtividade chega a 45%. O SERPRO, conforme registro do trabalho de Mross (5), apresenta índices de aumento de produtividade, de qualidade de vida e de conformidade profissional.

Saímos da gestão do tempo para a gestão de resultados!

E, atualmente, como modelo de gestão, em matéria pautada pelo Jornal Estadão (6), “após migração em massa de servidores para o trabalho remoto por causa da pandemia de Covid-19, 13 órgãos do Executivo federal, que reúnem quase 54 mil funcionários ativos, já iniciaram adesão ao modelo de forma permanente. O número ainda pode crescer, porque 56 órgãos estão preparando suas regras ou demonstraram algum tipo de interesse em adotar o formato. Dos 600 mil servidores em atividade no Executivo, cerca de 200 mil estão em posições que, em princípio, se encaixariam no modelo de trabalho remoto, estima o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Caio Paes de Andrade.”.

É um bom exemplo? Bem, é tempo da estrutura seguir a estratégia. Então, fica o desafio para os gestores municipais goianos: que tal implantar um Programa de Gestão na Modalidade Teletrabalho para os servidores municipais? Inovação, produtividade e sustentabilidade em Goiás.

Fica o desafio, pois podemos fazer mais, podemos prosperar mais!

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