ESTÁ TUDO RESOLVIDO, FOI PRO SUPREMO!

O julgamento se iniciou ontem (16), e antes de ser suspensa pelo presidente da corte teve incríveis um voto, isso mesmo, um dia de julgamento só conseguiu recolher o voto do relator do processo, o ministro petista, Ricardo Lewandowski, que votou a favor da vacinação obrigatória contra o novo coronavírus, embora com a ‘bondosa’ ressalva de que, nas palavras do ministro, ‘a medida não significa vacinação à força, sem consentimento do paciente’.

Por Tiago Augusto

A cena fatídica, mas fidedigna do seriado “O mecanismo” – em que o personagem que representa o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, comemorando na cadeia o fato de o processo da Lava-Jato ter subido ao STF – é daquelas em que a arte imita a vida. Mais uma vez nossos 11 ministros iluminados do STF se propuseram a decidir o que você pode ou não pode fazer.

A corrida por uma vacina contra o novo coronavírus começou logo quando se teve notícia de que “um novo vírus mortal”, que iria transformar o mundo em um episódio de The Walking Dead ou Resident Evil.

Os tiranetes ao redor do mundo e coronéis 2.0 brasileiros, juntamente com a imprensa tradicional prontamente se mobilizaram em seu projeto Orwelliano de engenharia social. Os burocratas internacionais da OMS – braço da ONU e fantoche da China – construíram a narrativa de que as pessoas precisavam se isolar nas casas, não podem confraternizar, precisam tampar seus rostos e criaram os agora famosos soquinhos como cumprimento (no meu tempo de criança isso era modinha entre adolescentes, o velho aperto de mão era coisa de homem), criaram o “novo normal” e impuseram a vacinação universal como condição para que voltemos ao “normal”. Salvo raríssimas exceções, as pessoas aderiram como filhos obedientes a todas essas medidas, o trabalho foi longo e bem sucedidos, já se acostumaram a delegar decisões, engenharia social alcançada com sucesso.


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O que esses arautos do bem comum e da verdade não contavam, era que esses “negacionistas” tão barulhentos, se recusam a tomar a vacina, preferem acreditar nos olhos e não perdem a oportunidade da desobediência civil. Sem problema, o partido do coroné Ciro Gomes, o PDT, veio defender a população de si mesma.

Mais uma vez estamos nas mãos seguras dos 11 iluminados, não eleitos, do Supremo Tribunal Federal. A decisão sobre a obrigatoriedade da vacina ou não repousa nas mentes imprevisíveis – ou nem tanto – de nossos ministros.

O julgamento se iniciou ontem (16), e antes de ser suspensa pelo presidente da corte teve incríveis um voto, isso mesmo, um dia de julgamento só conseguiu recolher o voto do relator do processo, o ministro petista, Ricardo Lewandowski, que votou a favor da vacinação obrigatória contra o novo coronavírus, embora com a “bondosa” ressalva de que, nas palavras do ministro, “a medida não significa vacinação à força, sem consentimento do paciente”.

Descobriram, 131 anos depois do golpe republicano, que o sistema brasileiro – pelo menos no papel – é federalista, e isso implica um grau de independência entre os entes federados. Quando precisam ativar o botão do centralismo, o fazem, mas quando convém eles se lembram que somos uma federação.

A contragosto do presidente da república, de opinião contrária a vacinação obrigatória, os mesmos que pediam posicionamento e ação do governo central – desde que sejam posicionamentos e ações que comunguem com sua visão iluminista de mundo – imprensa, políticos oposicionistas e os próprios togados do STF fazem campanha aberta pelo fim da liberdade individual de escolha, aliás, a fizeram durante todo o ano.

Se querem saber, vai ser mais uma daquelas medidas “pra inglês ver”, tradicionais desde a época do Império, quando D. Pedro I fez promulgar uma lei proibindo o tráfico de escravos, e ninguém cumpriu. A própria lei eleitoral brasileira que nos obriga a votar para não perdemos direitos civis e nem sermos multados, é um dos vários exemplos recentes da expressão.

Ricardo Lewandowski, entende que o STF deve dar o aval para que Estados e municípios adotem “medidas indiretas” para viabilizar a vacinação compulsória. Isso é uma forma de coação barata para que todos se vacinem, o problema é que, como tudo esse ano, as tais “medidas indiretas” podem ser mais pesadas que uma multinha de R$ 3,00.

Apenas a título de conhecimento – vai que o Lewandowski não tem tempo para ler notícias – o Dr. Mike Yeadon, ex-vice-presidente da Pfizer e cientista chefe do departamento de Alergia Respiratória da empresa que está produzindo a vacina, afirmou em artigo publicado que “não há absolutamente nenhuma necessidade de vacinas para extinguir a pandemia”, disse ainda que “não se pode planejar vacinar milhões de pessoas saudáveis e em forma com uma vacina que não foi amplamente testada em seres humanos”, a notícia é do site americano especializado LifeSite.

Sobre o “julgamento” em relação a obrigatoriedade da vacina, só nos resta esperar a decisão dos onze pavões ativistas do STF para decidir o que fazer. Podemos decidir entre o mal maior e o mal menor, sim, sempre há uma escolha. Oremos!

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